terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Eminence no Alto Falante

Para quem não viu, ou quer ver de novo... Entrevista com a banda Eminence feita por Terence Machado do Programa Alto Falante na TV cultura!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Eminence estréia seu novo clipe: Day 7!

O Cen@lternativa está preparando uma matéria exclusiva com a banda Eminence! Fique ligado! Enquanto espera a nossa matéria, conheça mais sobre a banda mineira que faz sucesso no exterior e ainda não foi descoberta nessas terras tupiniquins!





Site Oficial: www.eminence.com.br

Myspace: www.myspace.com/eminenceband

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Vitor Mizael em entrevista exclusiva para o Cen@lternativa

O artista plástico Vitor Mizael conta aonde foi que a arte e sua vida se cruzaram !

Por: Virgínia Delfino

1 – Como a arte e a sua vida se cruzaram?

R: Desde pequeno... Eu me lembro de ver os quadros do meu pai, meu pai pintava de curioso e eu gostava de ver e tinha vontade de fazer igual. Eu também sempre adorei quadrinhos e comecei a desenhar os personagens... Na verdade que queria ser ator de novela, cientista maluco (tinha que ser maluco, não bastava ser cientista) ou artista plástico. Para ser ator eu precisava ser mais galã que o Tarcísio Meira... mas eu queria ser ator porque achava que era legal beijar na boca... Eu achava o máximo! Aí entrei no clube de ciências e achei que era muito chato ficar fazendo experiências... Então eu comecei a desenhar e eu gostava muito de desenhar, ficava copiando vários desenhos...

Quando eu tinha 11 anos minha mãe me colocou numa escola de pintura e eu gostava de pintar os quadros... Aos 13 anos entrei em uma escola de desenho, lá eu aprendi a desenhar. Com 15 anos eu entrei no colégio técnico no curso de “desenho e comunicação” e era um tesão porque além das matérias normais do colégio, haviam as matérias técnicas e eu me dava super bem. Aos 15 anos a minha idéia era de ser artista mesmo e todos me incentivavam, pois eu desenhava muito bem e fazia tudo com muito prazer.

Saí do colégio técnico e fui fazer cursinho... Eu já sabia que queria ser artista, mas pensava em fazer publicidade por causa da grana. Com um mês de cursinho eu já não agüentava a falta da pintura, do desenho... Aí eu vi que não tinha mais jeito e ia fazer artes plásticas. Logo no primeiro ano da faculdade eu já fiz uma exposição em um salão de arte e não parei mais.

2 – Você é professor também, dar aulas é uma opção sua?

R: Eu gosto muito de dar aulas, mas não é o meu plano de vida. Meu plano é ser artista, mas quero continuar ministrando aulas no ensino superior. Quero ter a maior parte da minha vida profissional voltada para minha produção artística. Hoje isso não acontece porque tenho que pagar as minhas contas, mas um dia há de acontecer!




3 – Porque você escolheu o corpo humano para colocar na maioria de seus trabalhos?

R: Desde que eu estava no colégio técnico, eu tinha um interesse muito grande pelo corpo humano. Ficava olhando as pessoas no ônibus e ficava fascinado... pelos corpos e pelas roupas que elas vestiam. O corpo é um receptáculo do espírito... No colégio eu pintava muitas partes do corpo: ossos, músculos... E nesse momento eu tinha uma tensão sexual muito forte, de tesão mesmo, de querer ver os corpos, pois eu era adolescente! Eu traduzia essa necessidade na representação dos corpos. Hoje o corpo representa outras coisas para mim: afeto, carinho, personalidade, caráter...

4 – Você coloca roupas como sendo “auto-retrato”?

R: A roupa é uma casca. É como a gente se apresenta para o mundo. A roupa é até angustiante, porque ela não é você, mas te representa... A roupa é um simulacro frio de uma potência humana, mas ela não existe enquanto não é habitada e isso me encanta!

5 – Como foi a sua primeira exposição?

R: Eu estava muito emocionado e nervoso, mas era algo que não era novidade para mim, pois foi tão esperado! Mesmo fugindo de uma falsa humildade, eu tinha consciência de que eu tinha trabalhado bastante para ali, não foi algo aleatório... Não foi por sorte. Eu sabia que tinha (apesar de ter só 20 anos e estar no 1º ano da faculdade) o fato que desde pequeno era um desejo, eu me dediquei muito para estar naquele lugar.

6 – Você já sofreu algum tipo de preconceito por ser um artista muito jovem?

R: As pessoas me julgam... Muitas pessoas têm preconceito, mas também existem as pessoas que apostam em mim e no meu trabalho. Meus alunos me respeitam independentemente da idade. Eu tenho 25 anos, sei que tenho muitas coisas pra viver ainda, mas profissionalmente eu ganhei tempo.

7 – Atualmente você também se dedica ao seu mestrado, você estuda seu próprio trabalho?

R: É um mestrado que tem um direcionamento prático. Eu acredito (apesar de muitas pessoas dizerem o contrário) que o trabalho plástico é um trabalho de pesquisa nos mesmos moldes de um trabalho teórico. Meu projeto é desenvolver mais o meu trabalho, pesquisando, refletindo e escrevendo sobre ele... A minha produção plástica mudou muito de dois anos pra cá.

Eu estudo a variação de material, o conceito que a princípio está disperso e com o passar do tempo você o domina. O que antes acontecia mais por tentativa e erro, hoje está mais pensado porque eu produzi muito em cima dos mesmos conceitos. A produção artística é isso: é produzir, é pesquisar plasticamente, é você ter o olhar para decidir o que fica e o que vai.

8 – Você escreve nos seus trabalhos?

R: É o meio mais imediato para transpor um pensamento, uma sensação... E também a palavra é um desenho para mim e como desenho ela não está solta quando eu coloco em um trabalho, ela é um desenho que faz parte da composição. Então, além do valor de significado, a palavra tem o valor de desenho, de composição e de plasticidade.


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9 – As palavras não são legíveis, porquê?

R: Na hora que estou escrevendo são pensamentos que vêm, por isso escrevo rápido. Só que o lugar aonde essas palavras vão no trabalho, no campo visual, é muito bem determinado, não é aleatório. Portanto eu coloco de modo a criar uma composição que comunique visualmente. E só vai descobrir que palavra é aquela, quem se ater mais ao meu trabalho... Isso é proposital. Você tem de parar e ler... A palavra só vai servir para quem quiser saber e para quem merece descobrir o meu trabalho.

As palavras são presentes que eu dedico para aqueles que têm paciência de entender. Eu dedico meus pensamentos, minhas intimidades através das palavras. Eu compartilho com as pessoas algo que é meu... e são da humanidade: angústias, desejos, tesões...

10 – Você acha que está faltando arte no mundo?

R: Não sei se falta arte... Falta espaço para mostrar. Tem muito espaço para o que é comercial e pouco espaço para o “erudito”. Falta a formação do público para entender e buscar a arte. As pessoas não vão a museus porque elas não querem, mas sim porque elas não aprenderam a gostar...


Para conhecer mais o trabalho de Vitor Mizael: http://www.fotolog.com/vitormizael/

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

"Palhaços" está de volta!

Peça escrita por Timochenco Wehbi mostra encontro entre um palhaço e seu fã e discute o papel da arte e do artista na sociedade contemporânea

Por: Patrícia Rocco

Fotos: Divulgação

O texto é da década de 70. Mas a realidade nos mostra que não há nada mais atual do que Timochenco Wehbi, dramaturgo paulista, quis evidenciar com "Palhaços" há mais de trinta anos.

O circo é decadente. Assim como as esperanças e a visão de mundo ultra-realista do palhaço Careta (Dagoberto Feliz).

Benvindo (Danilo Grangheia), o fã, é vendedor de uma loja de calçados, aspirante a gerente e, como fã incondicional do artista - esperançoso por um inocente bate-papo - vai cumprimentá-lo no camarim após o espetáculo. Não sabia, porém, que a proximidade da realização de um sonho poria também à prova as suas mais puras aspirações.

E é exatamente o que acontece quando, o que prometia ser um singelo e agradável diálogo enter fã e ídolo, torna-se um processo de quebra de paradigmas num jogo cênico tragicômico, uma sucessão de malabarismos físicos e mentais que apóiam o encontro das duas personagens e que acabam por mandar água abaixo todas as ilusões que compõem a relação artista x admirador.

Por meio da postura do palhaço Careta, que trava um diálogo contestador com o seu interlocutor, a peça mostra a realidade vivida pelos artistas atualmente, questiona o papel da arte e o que a sociedade contemporânea espera da classe.

Muitos são os pontos de atenção nesta produção. E, a meu ver, o mais interessante deles é a forma como o palhaço tira sua "máscara" e revela o ser humano por trás do artista. Com todas as suas dores, questionamentos, decepções e anseios.

A utilização de elementos cênicos infantis como os truques circenses, as músicas e as brincadeiras, é a antítese que conduz o espectador ao reconhecimento do que vem por trás de um figurino e uma maquiagem bem feita.

E os papéis são claramente invertidos. No decorrer do espetáculo, vemos um homem comum ter atitudes tipicamente clownescas e o palhaço transformar-se em um homem comum adicionando pitadas de atitudes cruéis ao seu comportamento diante do fã.

O desenrolar do espetáculo se dá unicamente pelo diálogo, um ping-pong entre as duas personagens que sustenta um crescente suspense até o final da montagem.

Careta passa a maior parte do tempo gozando o seu fã Benvindo e tira boas gargalhadas da platéia que é levada pelos atores para momentos que se dividem entre descontração e silêncio.

"Palhaços" é uma montagem de cenário simples e conteúdo gigantesco. Adiciona-se a isso o colorido especial que os atores Dagoberto Feliz e Danilo Grangheia emprestam ao texto com todo o seu talento e o firme propósito de transformar o pensamento. E conseguem. Como sempre.

Abaixo a excelente reflexão do diretor Gabriel Carmona:

Para que serve o artista?

Não há resposta absoluta. Pode até ser perigoso dar utilidade a algo que, por natureza, é inútil, tal qual fazer amor, festejar ou pensar.

Mas mais perigoso, chato e emburrecedor, é o que acontece hoje. Como em muitos momentos da história ocidental, a arte torna-se novamente instrumento moralizante, como um domador de circo, a serviço da ideologia vigente que nos quer amortecidos, apaziguados.

A intenção é clara: levar o indivíduo para longe de si, da sua realidade e dos seus desejos mais profundos e legítimos. Sentimento torna-se sentimentalismo, opinião torna-se senso comum.

Não sabemos a resposta, mas sabemos que o diálogo entre artista e sociedade, como tantos outros, está infantilizado, mecanizado e muito aquém de suas reais possibilidades. A fama é um véu que separa duas pessoas iguais: criador e público. Estamos todos no mesmo barco!

Mas já não basta denunciar, apontar as deformações nas relações sociais, interpessoais e de qualquer âmbito. Agora, é preciso desmontá-las, descobrir o que leva alguns artistas a se colocarem como detentores da verdade salvadora ou prostitutos do dinheiro e da fama.

E descobrir também como parte do público transformou-se em mero consumidor de entretenimento, que não quer pensar, nem ser desafiado ou posto em cheque, mas somente, por alguns minutos, sair dessa vida monótona e maçante para entrar no reino da fantasia, onde o mocinho sempre vence e o mal sempre é o outro.

O espetáculo é uma tentativa desesperada de comunicação, de diálogo. É isso que queremos. (Gabriel Carmona)


Palhaços

Teatro Ópera Buffa - Praça Franklin Roosevelt, 82, Centro, São Paulo.
50 lugares. tel.: (11) 3237-1980. Em janeiro: Domingos às 20h13. Em Fevereiro: Sábados às 21h13 e Domingos às 20h13. Ingressos: R$ 20,00 (meia-entrada - R$ 10,00)75 min. Até 24 de fevereiro.

Ficha técnica
Elenco:
Dagoberto Feliz e Danilo Grangheia
Autor: Timochenco Wehbi
Direção: Gabriel Carmona
Produção: Vitor Souza
Iluminação: Erike Busoni
Téc. de Luz: Marcela Donatus
Cenário: Flavio Tolezani
Figurino: Daniel Infantini

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Claudia Wonder & The Laptop Boys é eleito 3ª melhor revelação da música independente brasileira


Claudia Wonder & The Laptop Boys, o grupo de "funkydiscofashion" da colunista do G Online, foi escolhido como a terceira melhor revelação da música independente brasileira, de acordo com a eleição feita por Solano Ribeiro para o seu programa Nova Música do Brasil, transmitido pela Rádio Cultura AM.

Para comemorar 70 programas, Ribeiro aproveitou a edição do último domingo, dia 11 de novembro, e apresentou as 13 melhores músicas da produção independente do país, seguindo seus próprios critérios e como ele mesmo diz, totalmente contestáveis.


Difícil é contestar Solano Ribeiro, que ficou conhecido por ser o idealizador dos primeiros festivais da música popular brasileira, onde entre outros nomes de peso surgiram Elis regina, Chico Buarque e Caetano Veloso.

Claudia Wonder & The Laptop Boys ficaram na prestigiada terceira posição com a música Blá Blá Blá, que integra o álbum Funkydiscofashion, lançado pela Lua Music.

"Eu fiquei muito emocionada. Foi uma grande surpresa, porque a música foi apresentada pela primeira vez na semana passada e já ficou com o terceiro lugar em uma rádio que o público é mais seleto, que entende mais de música. Pra gente que acreditava ter um projeto underground é uma vitória grande. Fico muito feliz", comemora Wonder

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

** Vitor Mizael **


Confira em breve a entrevista exlusiva que o cen@lternativa fez com o artista plástico Vitor Mizael!!




segunda-feira, 5 de novembro de 2007

César & Cristiano

Entrevista com o showman Paulinho, que encarna “César” quando está cantando em sua dupla sertaneja. Descubra um pouco de sua trajetória até o dia da gravação do DVD de César & Cristiano em 25 de novembro no Stones Rock Bar!




Cen@lternativa: Como você descobriu sua vocação para a música?
Paulinho: Não foi de repente. Meu irmão, com seus 12 anos, começou a se interessar por violão vendo um vizinho nosso tocar, ele ficava todo empolgado ao fazer seus primeiros acordes, e eu vendo isso, me interessei também... Fazia um acorde aqui, outro ali, e vi que tinha jeito pra coisa...

Cen@lternativa: Quais os obstáculos e dificuldades que você encontrou (ou ainda encontra) para conseguir ter o seu espaço na música brasileira?
Paulinho: Há pouco incentivo no Brasil no ramo musical. Nós músicos, somos rotulados como verdadeiros “faz nada da vida” (risos). Aqui em São Paulo, é muito mais difícil. Há pouco reconhecimento ($$$$) por parte dos donos de casa noturna, (risos). Sem contar que hoje em dia, é muito mais difícil você encontrar verdadeiros apreciadores de música ao vivo.

Cen@lternativa: Quais são as suas influências musicais? Como você define o seu “som”?
Paulinho: Eu ouço de tudo, e tento tocar de tudo um pouco também... (risos).
Mas falando especificamente da dupla César & Cristiano, das músicas inéditas do nosso álbum, a gente foi influenciado principalmente pelo country americano, (Alan Jackson, Shania Twain), além da música pop internacional, como Backstreet Boys, por exemplo. Usamos mais os trabalhos dos gringos para produzir o nosso cd.

Cen@lternativa: Além de cantar, você pretende fazer Publicidade e Propaganda na UNICSUL. Como esses dois ramos de atividade se relacionam na sua vida?

Paulinho: Estou na dúvida ainda... (risos)
Sinceramente, não sei se vou fazer PP, mas enfim, para um publicitário, é essencial que se conheça de tudo um pouco, principalmente no que diz respeito à criatividade, porque é impossível você criar ou recriar algo que não conhece.
A música também vende, jingles são essenciais no mercado.
Nesse um ano e meio de comunicação eu tive algumas experiências, e percebi que não é só de Jingles que vive um músico publicitário (risos).

Cen@lternativa: Como você e seu irmão fizeram para conseguir ter o seu próprio cd?
Paulinho: Ralamos muitooo... (risos).
Na época que entramos em estúdio pra gravar, tínhamos quase seis anos de carreira, e as dificuldades foram das maiores, primeiro por ser uma experiência nova, e segundo porque tínhamos pouca verba. Mas isso foi ótimo, porque contratar um produtor era inviável, custaria muito pra gente. Então decidimos produzir, com nossas influências e experiências musicais, além disso, reduzimos também, os gastos de músicos, uma vez que gravamos os violões e a guitarra.
A gente não acreditava que o cd ia ficar pronto, mas no fim das contas, a gente hoje olha pro cd e vê que uma etapa foi concluída, e com bastante satisfação, por ter sido feito por nós mesmos.

Cen@lternativa: Você tem alguma dica para as pessoas que tem o sonho de seguir a carreira artística?
Paulinho: Se puder não sonhar com isso é melhor... (risos)... É muito difícil...
Mas acima de qualquer coisa tem de haver a vontade e o gosto pelo que faz. Todo o dia que tem show, ensaio, ou algo relacionado com o que faço, eu sempre penso que é mais um dia que eu estou produzindo o que eu realmente gosto de fazer, não crio nesse ensaio ou show, uma expectativa de poder alavancar de um dia para o outro. Creio que manter os pés no chão é importante.

Cen@lternativa: Fique a vontade para divulgar todo o seu trabalho!
Paulinho: Bom, pra quem quiser conhecer um pouco mais do nosso trabalho é só acessar.
www.cesarecristiano.com.br

No site você encontra fotos, agenda de shows, nossa músicas, além do link do nosso perfil no orkut.

Mais fotos? www.fotolog.com/cesarecristiano

Pra quem quiser adquirir o nosso cd acesse também à www.cesarecristiano.com.br

Contato:

(11) 8308-8091
(11) 8312-8082


Gravação do DVD: CESAR E CRISTIANO ACÚSTICO
Dia 25 de novembro, no Stones Music Bar às 18h
Av. Prof. Luiz Inácio de Anhaia Mello, 2935
Ingressos no telefone: 2024-0890


segunda-feira, 29 de outubro de 2007

* Arthur Covre *















Nome e idade.

Meu nome é Arthur e tenho 27 anos.

Atualmente você estuda ou já é formado? Qual o curso?

Já sou formado. Fiz jornalismo.

O que você faz profissionalmente hoje?

Eu trabalho em uma rádio de notícias.

Como a música entrou no seu cotidiano?

Bem, lá para os meus 6, 7 anos de idade, comecei a me interessar por skate. Era uma época em que o esporte explodiu de popularidade, muito por causa de atletas americanos como Christian Hosoi, Tony Hawk, Lance Mountain, Steve Caballero. Aqui em São Paulo, essa onde pegou muita gente na época e havia um programa na Gazeta chamado Grito da Rua. Muita gente, principalmente mais nova, não faz idéia do impacto que esse programa tinha, principalmente em bairros mais periféricos da cidade como Freguesia do Ó e Pirituba, que é onde cresci e ainda moro. E eu comecei a andar de skate ainda criança. A partir daí, também tive os meus primeiros contatos com as bandas punks. Muita gente que andava de skate ouvia punk e hardcore, bandas como Circle Jerks, Dead Kennedys, Screamers, Agent Orange, GBH, Ratos de Porão, Garotos Podres, enfim. E os caras que faziam o Grito da Rua colocavam sempre essas bandas pra tocar nos vídeos o que ajudou a popularizar esse tipo de música. Desde então, comecei a me interessar cada vez mais por música. Foi como amor a primeira vista. Depois aos 12, 13, peguei emprestada uma guitarra de um primo meu e comecei a aprender a tocar sozinho. Meu irmão, que na mesma época começou a tocar bateria, tinha uma noção básica de como tocar alguns sons do Ramones, aquele lance de 3 acordes. Ele me explicou como fazia. A partir daí, fui treinando sozinho, tocando e tirando de ouvido. Daí, meu irmão e eu montamos uma banda e, desde então, não parei mais.....A música entrou no meu cotidiano dessa forma...

Qual a importância da música na sua vida?

Pó, música é o combustível que eu preciso pra viver. Penso em música toda hora, praticamente. Ouço indo para o trabalho, voltando do trabalho, em casa de bobeira. Praticamente o tempo todo. Música é algo que precede a linguagem, é a expressão de um estado de espírito. É algo que me motiva, me dá ânimo, enfim. Faz parte do meu cotidiano e é parte de quem eu sou.

Quais são as suas influências musicais?

Bem, basicamente punkrock e hardcore: bandas que eu já citei como Circle Jerks, Agente Orange, Bad Brains, Minor Threat, Fugazi, Ramones, Clash, Sex Pistols, Cock Sparrer, Ratos de Porão, Cólera, enfim, um milhão de bandas de todo mundo. Mas também ouço muito reggae, Bob Marley, Peter Tosh, enfim, os clássicos...

Que instrumento ou instrumentos você toca e desde quando?

Como já disse toco guitarra desde 91, 92, não lembro exatamente quando comecei, mas foi por aí...

Quais são suas principais atividades no dia-a-dia, quais bandas você pertence e já pertenceu e em quais você participou da fundação?

Bem, minha principal atividade no dia-a-dia é meu trabalho. Sou jornalista, trabalho em uma rádio de notícias. Fora isso, passo o resto do tempo ouvindo música, compondo, ensaiando. Sobre as bandas, hoje eu toco em duas: uma delas é o Agrotóxico. O grupo existe desde 1993, mas eu só me juntei a banda em 2005. A outra é o Naifa que começou em 2005. O estilo das duas é hardcore, mas como sonoridades bem diferentes. Do Naifa, eu participei da fundação. Outra banda que toquei foi o Flicts. Essa eu também fundei, junto com o meu irmão. O Flicts durou 10 anos, lançou uma série de CDs, fez uma tour na Europa em 2004, e foi minha primeira banda mesmo.

Você compõe e escreve as letras das suas bandas?

Não todas as músicas, mas eu componho e escrevo, tanto no Agrotóxico, quanto no Naifa.

O que você, junto com as “suas” bandas esperam transmitir através das músicas?

É difícil de responder essa questão. Acho que a graça da música está no ouvido de quem ouve e não necessariamente de quem a escreve ou de quem a toca. Se a música provocar qualquer tipo de sentimento ou de reação em uma pessoa, acho que ela já cumpriu sua função. Pode ser alegria, raiva, ódio, tristeza, qualquer coisa. Se a música provocar um efeito nas pessoas, legal. Fico feliz com isso, mesmo que a interpretação do ouvinte não seja exatamente a que eu pensei quando fiz a música. Mas ao mesmo tempo, não crio muitas expectativas sobre como vão encarar o que a gente faz, se as pessoas vão gostar ou não, se vão entender ou não. Acho que uma banda deve estar feliz com a música que faz, antes do público ou de qualquer outra coisa.

Como está o cenário "alternativo independente" hoje, e como era há alguns anos?

Bem, o cenário alternativo independente tem rolado. Pelo menos, em São Paulo, que é onde acompanho mais. A gente tem o Hangar que está há nove anos aí dando oportunidade para bandas de vários estilos: punk, hardcore, ska, emo, metal, enfim. Você tem os picos na Augusta, como o Outs, que sempre abrem as portas para a galera do underground. E tem uma galera que não é inerte e bota a mão na massa. O coletivo Verdurada, que está há mais de dez anos, organizando show, promovendo debates, palestras no Jabaquara. Você tem o Lady Fest, que é não é só um festival de bandas, mas uma semana inteira de debates, workshops, oficinas, exibições de vídeos e bandas, tudo produção independente e feminina. E todo o fim de semana, praticamente, você tem um show ou algo do tipo rolando aqui e ali.
Apesar disso, eu, particularmente, tenho a impressão de que agora, o cenário todo deu uma caída. No fim dos anos 90 até 2004, mais ou menos, o cenário prometia mais, havia um clima de mais ânimo e efervescência. Muitas bandas aparecendo, a gente contou com os dois festivais “A um Passo do Fim do Mundo” e o “Fim do Mundo” que meio que foi o ápice de tudo o que estava rolando até então. Isso sem contar outros festivais, bandas indo fazer tour na Europa, a cena de outras partes do país, Brasília, Espírito Santo, Recife, Rio Grande do Sul, Curitiba, principalmente, com uma cena muita ativa, com bandas de todos os estilos e bandas de qualidade, enfim.
Neste momento, acho que estamos em uma fase de transição. Há alguns anos, a gente já tinha a Internet, mas a galera ainda comprava mais CDs, discos e não copiava tanto. Agora, todo mundo baixa tudo da Internet e as bandas independentes também sentem o reflexo disso. A Galeria do Rock está cada vez mais vazia. Muitas lojas de CDs estão fechando e dando lugar a estúdios de tatuagens e piercing. Como ficou ainda mais fácil gravar um CD, a gente tem muito mais bandas por aí, mas ao mesmo tempo, há um crescimento quantitativo e não qualitativo.
Penso que temos que esperar pra ver no que vai dar isso tudo e o mais importante: continuar tocando e seguindo a idéia do Faça Você Mesmo...

A música independente é para você uma opção ou a única forma de continuar “tocando”?

Sempre foi uma opção pra mim. A maioria das bandas hoje encara o cenário independente como um degrau para entrar nas grandes gravadoras. Como se houvesse um manual do que deve ser feito passo a passo para alcançar o “sucesso”. Eu não concordo com essa postura.
Prefiro tentar buscar um circuito alternativo no verdadeiro sentido da palavra, onde nós produzimos a nossa música, nós organizamos os nossos shows, nós mesmos gravamos e lançamos os nossos discos, nosso livros, vídeos, enfim, nós temos a liberdade para fazer o que bem entendermos sem interferências comerciais ou interesses paralelos.
Minha idéia é mostrar que, mesmo num país pobre como o nosso, é perfeitamente viável adotar uma postura de contestação nesse sentido, com uma cena ou uma banda que não segue as regras de mercado, mas adota uma postura mais justa, mais sincera e de cooperação. No que a maioria vê como limite, nós vemos uma virtude.


Qual sua visão do independente X comercial?

Bem, pra resumir e ser objetivo: o comercial visa o lucro. A grande gravadora não quer saber se sua a música é interessante do ponto de vista artístico, se é inovadora, enfim. A música tem que ser agradável e interessante do ponto de vista comercial. Seja a banda que for, o músico que for, você tem que se moldar a certas regras para entrar no esquema. É claro: você ganha do ponto de vista da distribuição, divulgação. Sua música chega para muito mais gente, enfim. Mas por outro lado, por mais que as bandas que entram no esquemão jurem que não é assim, você sempre perde a liberdade que tem. O produtor vai tornar o seu som aceitável para as rádios, vai tirar a guitarra pesada dali, colocar um violaozinho aqui, você vai ter que entrar no esquema do Jabá, que hoje é chamada de “verba de divulgação”, ou “verba promocional” ou algo do tipo para tocar em rádio, vai ter que ir a programas de TV, de MTV a Faustão.
Sei lá. Se você está disposto a passar por isso, e acha que vai sair ganhando, por mim tudo bem. É uma chance do cara tenta viver de música, enfim. Mas não entendo que isso é o melhor pra mim, pessoalmente.
Prefiro o esquema independente, porque não encaro música como um negócio ou uma banda como uma empresa. A relação é mais sincera, verdadeira. Não toco pra ficar famoso, nem pra ganhar dinheiro. Toco para me expressar, extravasar, passar uma idéia, uma mensagem, ou para não passar mensagem nenhuma se isso for interessante. Quando componho, não estou preocupado com o que a gravadora ou o produtor contratado vai achar, se vão aceitar, se é vendável do ponto de vista comercial. Quando tenho o disco em mãos, não fico pensando na chamada “música de trabalho”. Não estou nem aí para o rádio e para a televisão. Se pudermos chegar aos meios de comunicação de massa, legal. Mas não aceito ter que pagar ou me sujeitar a puxar o saco de ninguém para conseguir isso, ou aceitar fazer play-back como muita gente faz até hoje.
Basicamente, portanto, a diferença é de postura. O comercial trata as pessoas como consumidores, pura e simplesmente, e a banda e a música nada mais é do que um produto colocado à venda. Já no independente, na minha concepção, música é uma forma de linguagem e de expressão, sincera e verdadeira, e que pode servir para que as pessoas reflitam e levem idéias positivas e construtivas para as ruas.

Quais as diferenças entre uma banda independente e uma banda comercial?

Bem, acho que já respondi essa.

Qual é a maior dificuldade das bandas independentes hoje?

Distribuição. Sempre foi e ainda será por muito tempo. Hoje, é fácil fazer um disco, mas distribuí-lo ainda é uma batalha. O circuito de distribuição independente é eficiente do meu ponto de vista, mas como já disse tem suas limitações. A Internet, porém, tem ajudado nesse sentido, com divulgação e até com a distribuição. Mas ainda é ruim, já que boa parte da população ainda não tem acesso a rede mundial de computadores. Fora isso, temos outros problemas que enchem o saco, mas não chega a nos desanimar como, por exemplo, promotores pilantras, que organizam os shows e não cumprem com o combinado, casas que não dão à mínima estrutura, equipamentos ruins, brigas, tretas, enfim.....

A internet ajuda ou atrapalha? Como você enxerga a relação entre as bandas
independentes e a internet?

Então, como disse, ajuda na divulgação das músicas, dos shows, enfim. Mas ao mesmo tempo, tem o outro lado da moeda: o download de músicas e cds também afeta o cenário independente. Muita gente deixa de comprar o CD e baixa tudo da rede. E a fase é de transição. A forma como se apresenta a música está mudando, mas ninguém sabe direito o que vai acontecer. Já tem grande gravadora que está virando promotora de shows e representante de artistas, porque a venda de CDs já não é interessante do ponto de vista comercial. Vão continuar explorando, mas de outra forma.
Eu sinceramente não sei. Talvez, o futuro seja fazer vinil como na Europa. Por lá, a galera do underground prefere vinil porque a relação com o disco não é comercial e sim afetiva, de consideração com um trabalho. Por aqui, tem um problema, porque só existe uma fábrica de vinil e ouvi dizer que estava em crise e prestes a falir. Uma certeza, porém, eu tenho: seja como for, o independente sempre vai continuar por aí, de um jeito ou de outro.

Para você, qual o futuro da música? Quem sobreviverá nesse mundo novo?

Acho que já respondi essa. HEHEHE

Esse é seu espaço... fique a vontade para botar a boca no mundo... Se quiser, deixe um recado pra galera que ouve vocês, e eu sei que é muita gente!

Porra, faça você mesmo!

Faça por você porque se não fizer, ninguém irá!
E não desista. Você não está sozinho!

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Satyrianas, o maior evento teatral do país


As Satyrianas deste ano trazem o DramaMix, um projeto que reúne 78 dramaturgos que escreveram textos especialmente para o evento; além de concentrar mais de 200 apresentações de peças teatrais de acesso livre ao público

Entre os dias 11 a 14 de outubro, a Companhia de Teatro Os Satyros promove o evento "Satyrianas, uma Saudação à Primavera", em comemoração ao 18º. aniversário de sua fundação. Como nas edições anteriores, o evento será uma vigília cultural. Nesta edição contará com 80 horas de atividades ininterruptas, ao contrário das outras edições que duravam 78 horas. A abertura do evento será na quinta, dia 11, às 16h00 na Praça Roosevelt.



Programação completa do evento por espaço

A grande novidade desta edição das Satyrianas é o projeto DramaMix, concebido em parceria entre Os Satyros e o grupo Dramáticas em Cena, onde 78 dramaturgos foram convidados para desenvolverem seus textos que serão apresentados por mais de 200 atores, durante toda a extensão do evento, ininterruptamente.

A cada hora, em uma lona de circo montada especialmente para o evento na Praça Roosevelt, um novo espetáculo será apresentado. "A Breve Interrupção", com texto e direção de Gerald Thomas, abre o projeto na quinta, às 18h00, com interpretação de Alberto Guzik, Sergio Salvia Coelho e Edson Montenegro; e "A Deliciosa Boca do Inferno", de Lauro César Muniz, com Haroldo Costa Ferrari e Mariana Ximenez, encerra o DramaMix no domingo, à partir das 23h00.

Programação do DramaMix









terça-feira, 9 de outubro de 2007

Tia Emídia na premiação!!!

Depois de quase 1 mês de dedicação intensiva ao curta-metragem IDENTIDADE a equipe da produtora Tia Emídia conquistou o prêmio de melhor documentário no II FECUNI - II Festival de Curtas Universitário.

(o prêmio foi entregue pela Tia Irany)



O blog Cena Alternativa também é feito pela produtora Tia Emídia! E aproveitamos esse espaço para agradecer a todos, mais um vez, que colaboraram com esse projeto. Desde as IDENTIDADES até toda a equipe de apoio. Sem esse grande elenco nos bastidores, não seria possível a realização do espetáculo.













domingo, 7 de outubro de 2007

And the pingüim goes to...

IDENTIDADE

O vencedor como melhor documentário do II FECUNI - Festival de Curtas Universitário!!!!!

Queremos agradecer a todos que colaboraram para que o projeto de IDENTIDADE se tornasse realidade e além disso, uma realidade vitoriosa!!!!

Aê!!! GANHAMOS!!!!!!

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

DNA - De Nada Adianta

Explicação da música tema do documentário IDENTIDADE, pelo compositor André Assef.

É com muito prazer que lhes envio o resultado de um trabalho muuuito legal. Trata-se de um curta-metragem que tive a honra da criação da música-tema, “DNA” As 11 pessoas que foram foco do curta são:

“DNA”

André Assef

Se algo falta e não faz falta

Eduardo “Dudé” (Músico, deficiente físico. Leva uma vida totalmente ativa, contando de todos os membros, apenas com a perna direita. É vocalista de várias bandas de rock.)

Minha mente é diferente

Eda Lima Meira (Deficiente mental e física – “eterna criança”)

O que eu quero não é o que eu tenho

Cláudia Wonder (Transexual feminina, cantora e atriz)

Eu só mostro o que eu sinto

Vitor Mizael (Artista plástico, professor de artes e homossexual)

Deixa comigo que eu explico

Cláudia Nascimento (Psicóloga. Possui tatuagens impressionantes)

Isso é fato eu vi o ato

Patrícia Rocco (Jornalista)

Meu papel é esse mesmo

Carlos Careqa (Ator, compositor e cantor)

Eu te visto! Eu te visto!

Moshe (Estilista, judeu)


De nada adianta

De nada adianta

Pensamento é intangível

O resto a natureza manda

De nada adianta

De nada adianta

Precisão não é desejo

Minha, sua, dele, tantas

Ai que horror! É nada chique

Margaret Bernardineli Morato (Professora de Ciências Sociais e Políticas, bisneta de Francisco Morato)

Minhas damas, meus exemplos

Fuad Miguel (Aposentado – “amigo da Sandy e da Lady Di” . O quitandista aposentado que carrega debaixo do braço por todo o dia as fotos das damas em capas de revistas, além de “dialogar” constantemente com fotos esparramadas pelas paredes da sua casa)

Oh meu Deus, que coisa linda

Somos um e somos muitos

Leidiane Rocha Dias (Noviça, sempre teve o sonho de ser freira)


De nada adianta

De nada adianta

Se você quer, então pode

Lute forte, a guerra é santa

De nada adianta

De nada adianta

Se por fora a grife adorna

Por dentro o engodo dança


De nada adianta

De nada adianta

Pensamento é intangível

O resto a natureza manda

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Identidade ... Trailer



Quem é você?

Por: Patrícia Rocco

Em treze perguntas. Para onze pessoas.

Assim nasceu o documentário curta-metragem “Identidade”. Para desvendar o grande mistério de cada um de seus entrevistados que vivem na cidade-luz do Brasil. Cada um com suas verdades, crenças, experiências e visões de mundo... Revelados pelo realismo da lente e desnudos pelas próprias palavras.

“Identidade” tem como proposta mostrar o que cada indivíduo guarda de mais profundo dentro de si, revelando pouco a pouco, a cada gesto, a cada olhar, a sua essência. A tal da identidade.

Pré-estréia nacional: 04/10/2007*.

* II FECUNI - Festival de Curtas Universitário. Entrada Franca.
Dias 3, 4 e 5 de outubro de 2007, 20h.
Auditório Fernando Henrique Cardoso - Universidade Cruzeiro do Sul. Campus Anália Franco, São Paulo.

* IDENTIDADE *

O documentário em curta-metragem IDENTIDADE tem como objetivo mostrar as opiniões subjetivas de pessoas diferentes, que vivem na cidade de São Paulo. Registramos a identidade de cada indivíduo por eles mesmos.

Treze perguntas foram feitas as para 11 pessoas e através das respostas vemos as diferenças e semelhanças de todos. Assim, pudemos mostrar o quão igual nós somos, apesar das diversidades.

Além disso, as pessoas que escolheram aonde e como foram filmadas, para que através do ambiente, pudessemos captar um pouco mais da essência de cada um.



Identidades:

Carlos “Careqa” - Cláudia Nascimento - Cláudia Wonder - Eda Lima Meira - Eduardo José Martins Jr. - “Dudé” - Fuad Miguel - Margareth Bernardinelli Morato - Moshe Pollacseck - Patrícia Rocco - Vitor Mizael - Leidiane Rocha Dias

Trilha Sonora:

"DNA - De Nada Adianta" - André Luís Assef

"Ser Igual é Legal" - Carlos Careqa


Tia Emidia Comunicação





Em breve... IDENTIDADE...

Cada um tem a sua!!!


quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Produtora Independente : Fusa Records

Vamos mostrar um pouco do que acontece na cena alternativa, independente, underground, como você preferir... das bandas nacionais que fazem música pela paixão e quem ajuda a movimentar, organizar e defender essa atitude!


Entrevistamos Alex Xavier, de 21 anos que é produtor da Fusa Records.

Por: Tomás Lombardi

Você estuda Alex? Que curso você faz?
R:
Atualmente faço curso técnico em administração de empresas.

O que você faz na produtora Fusa Records?
R:
Produzo bandas, vendo shows, produzo eventos, lanço bandas novas, divulgo meus Cds, estabeleço contato entre outras produtoras/selos, parcerias, propaganda é a alma do negócio!

O que é, o que faz, qual o propósito e seguimento da Fusa Records? Como é ser uma produtora independente?
R:
Nós somos um selo independente, mas independente mesmo, onde todos shows, cds e produções são feitos por nós mesmo, sem muito apoio. A Fusa Records tem uma característica um pouco diferenciada, pois preserva a união, respeito e humildade entre as bandas e nossos produtores, com a relação de amizade mesmo, separando o lado comercial e humano. Musicalmente falando a Fusa Records tem o propósito e finalidade de divulgar e lançar bandas de rock underground, mais fincadas ao Punk Rock, Hardcore, Crossover, mas claro que todas as vertentes são bem vindas.

Como surgiu a Fusa?
R:
A
Fusa Records começou em meados de 2004, na Argentina. Atualmente por lá o pessoal trabalha mais com lojas de cds, distro. Aqui em São Paulo começou um ano depois no interior e agora a filial nossa aqui em São Paulo.

Qual a visão de vocês em relação a internet? Ela ajuda ou atrapalha a cena "alternativa independente"?
R: A
internet ajuda bastante, hoje em dia pra você ter uma noção eu fecho uma participação de uma banda da Alemanha pelo msn/email, o contato ficou melhor, mais curto com pessoas de muito longe, saca? A parte em que acho que atrapalha seria no fato de pessoas (bandas) ficarem muito "acomodadas", ou seja, postam um link em um site, fotolog e acham que todos vão ouvir. Essas coisas ficaram manjadas pelo público, que não dá tanto valor.

Na sua opinião, qual é o futuro da música comercial e “alternativa independente”? Qual sua visão sobre "comercial X idependente"?
R:
Eu acho que o independente ficará cada vez mais exposto, ou seja, cada vez mais as pessoas vão se interessar em conhecer algo novo, uma banda nova porque o "comercial" já saturou, as bandas fazem as mesmas coisas, alucinação geral das músicas repetitivas nas rádios, o povo não é alienado.

Deixe o seu recado... Aproveite...
Tomás valeu pela entrevista, perguntas bem sacadas mesmo! No que depender de nós estamos aqui para andar lado a lado! E a galera que lê o blog, ouçam música independente, conheçam bandas novas é isso... valew...


Equipe Fusa Records

: (011)-8288-0639 (seg. a sexta. das 12 as 21hrs)

www.fusarecords.com (em breve)

www.fotolog.com/fusarecords

www.myspace.com/fusarecs